Look do dia: Rock in Rio

Olá!
Ontem eu recebi umas fotos minhas que o Rio de Janeiro Guia Oficial me enviou. É um site muito bacana, que conta tudo o que está rolando no Rio, e claro que eles acompanharam o Rock in Rio. E na quinta, assim que cheguei na Cidade do Rock, eles pediram pra tirar fotos. Mega feliz que o look fez sucesso!

Vocês já puderam conferir no post que fiz com looks que encontrei no RiR um pouco da produção que montei, mas agora vocês vão poder ver por completo. :D

Vamos às fotos?







Blusa: Banda Marduk
Corselet: você encontra dele no eBay
Saia: C&A
Coturno: Vilela Boots
Mochila: minha prima trouxe da Disney 

Acompanhando o blog, vocês devem ter achado estranho eu estar de mochila. Mas pra um festival tão longo e que é permitido entrar com comida, não há nada melhor, mais prático e confortável.
E sim, fui pro Rock in Rio com uma mochila cheia de carinhas do Mickey, hahaha.

O que acharam desse look "metal"?
beijos,

Receita: Bolo Mousse de limão com pedaços de morango

Ei Galerinha!
Hoje tem receita de bolo! Esse é meu bolo preferido de todos os tempos! Porque ele é azedinho (e eu adoro coisinhas azedinhas) e nada enjoativo, aí se deixar você como um bolo sozinha sem perceber! 

Esse bolo foi feito no aniversário do Danilo, o boy da Carol, e fez bastante sucesso. Ele é um pouco mais difícil que as outras receitas mas ainda assim muito tranquilo de fazer, vale muito a pena. Espero que gostem!


Ingredientes da massa:

  • 2 xícaras de trigo
  • 2 xícaras de açúcar refinado
  • 4 ovos
  • 1 colher de sobremesa de fermento
  • 150 ml de leite quente
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • Essência de baunilha a gosto

Ingredientes do recheio:

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 caixa de creme de leite
  • 150 ml de suco de limão
  • 1colher de chá de emulsificante para sorvetes
  • 300g de chocolate branco derretido
  • morangos fatiados (suficiente para cobrir as camadas do bolo)


Ingredientes para cobertura:

  • 1 caixa de chantilly pronto, o usado foi o Amélia

Ingredientes para molhar o bolo:

  • guaraná
  • conhaque

Modo de Preparo da massa:

Na velocidade alta da batedeira, bater as claras em neve. Levar o leite ao fogo junto à essência de baunilha e a manteiga até ferver. Adicionar as gemas uma a uma. Aos poucos, acrescentar o açúcar bem devagar, para não pesar a massa. Misturar o fermento no trigo e adicionar aos poucos também, igual ao açúcar. Abaixar a velocidade da batedeira e acrescentar devagar o leite fervido. A massa ficará bem aerada. 

Untar uma forma de mais ou menos 35cm de diâmetro com manteiga e farinha e despejar a massa. Ela não deverá passar da metade da forma. Assar em temperatura média/alta por aproximadamente 40 minutos, vai depender do forno e da forma. Para verificar se a massa está pronta é só fincar um palito de dente no meio da massa até o fundo do tabuleiro, se o palito sair limpo, é por que a massa esta pronta.

Modo de preparo do recheio:

Bater na batedeira o leite condensado e o emulsificante até dobrar o volume. Acrescentar o creme de leite e o suco de limão e bater  um minutinho só. Acrescentar o chocolate derretido e levar a mistura para geladeira por duas horas pelo menos.

Montagem:

Para esse bolo eu uso uma receita e meia, podendo assar a receita e meia num tabuleiro só ou uma receita em um tabuleiro e meia em outro, desde que no final você tenha três fatias de bolo. 

Para regar o bolo eu uso aproximadamente 500ml de guaraná e de 50 a 100ml de conhaque, vai muito do gosto, é só misturar a bebida no refrigerante e molhar o tanto que achar necessário. Para que o bolo fique bem firme, eu gosto de montá-lo um dia antes de ser consumido, aí eu volto com o bolo pra dentro da forma (tem um macete pra isso, você pega aquelas bobinas de plástico - aqueles saquinhos que você coloca frutas no supermercado - e abre o saquinho pra forrar o tabuleiro - o mesmo q foi usado para assar o bolo - fazendo com que sobre plástico para fora o suficiente para “embrulhar” o bolo depois de montado), isso vai ajudar a desenformar o bolo depois que ele estiver montado dentro do tabuleiro.  



Preparado o tabuleiro com o plástico, deve ser montado nessa ordem: 
fatia de bolo > guaraná+conhaque > fatias de morango > mousse de limão > fatia de bolo > guaraná+conhaque > fatias de morango > mousse de limão > fatia de bolo > guaraná+conhaque. 
O ideal é que o bolo fique montado assim na geladeira de um dia para o outro. 



Depois é só cobrir com o chantilly e decorar da maneira que quiser. Para o chantilly,  caixinha vem com as instruções, aí é só segui-las de acordo com que manda o fabricante.



Contem se tentarem!!!





Esmalte da semana

Olá!
Este é o último esmalte da coleção Belíssima pra StarVie, o Dulce e confesso que foi o que menos dei bola mas o que mais me surpreendeu. Ele tem um brilho lindo, que varia entre um bronze e um prata escuro (se tiver pouca luz).


Tirei essa foto pra vocês verem sem os adesivos. Passei só duas camadas e nessas fotos não tem top coat, e também não tinha limpado ainda, então sorry pelo acabamento ruim.
A esmaltação foi bem tranquila, ele não mancha e duas camadas cobre bem.



Nas próximas fotos as unhas já estão com top coat e o adesivo, que é da Unha Pintada. A durabilidade dele não foi muito boa, e olha que passei duas camadas de top coat. Mas eu tenho mais adesivos da marca aqui e vamos ver como os próximos vão se sair.

Como achei essa cor muito chique, escolhi também um adesivo chique, hahah
Então peguei o adesivo com a estampa da Louis Vuitton, e achei que caiu como uma luva, combinou perfeitamente.






Como a luz do dia não estava colaborando, tirei umas fotos com flash pra vocês verem a diferença que dá em diferentes luzes:




E para quem perdeu os reviews dos outros esmaltes, olha cada um aqui:


Para ver mais fotos do Cristina (meu favorito), clique aqui; para mais do Helena, clique aqui; e para mais do Laís, clique aqui.

Então vamos pra avaliação do Dulce?


  • Tipo/acabamento: metalizado
  • Pigmentação/cobertura: muito boa, passei 2 camadas
  • Pincel: redondo
  • Esmaltação: fácil, não mancha
  • Durabilidade: 6 dias
  • Preço: R$6,00


beijos,

Egito - Templo de Hatshepsut

Olá!
Depois do Vale dos Reis, fomos ao Templo de Hatshepsut, que foi uma rainha - mais exatamente a primeira Faraó do Egito, mais poderosa que Cleópatra ou Nefertiti.


Um pouco de História...

Após a morte de seu pai, o faraó Tutmés I, Hatshepsut casou-se com seu meio-irmão, Tutmés II, com apenas 17 anos de idade. Depois de quatro anos seu marido e irmão faleceu, deixando como herdeiro do trono um filho que teve com uma concubina. Mas como o menino era muito jovem, Hatshepsut assumiu o poder. Governou o Egito sozinha por 22 anos, na época o Estado era um dos mais ricos. Para permanecer no poder fez o uso da descendência de Tutmés I, a princípio não enfrentou objeções, já que Tutmés III (filho de Tutmés II) era muito jovem e não podia reinar.

No começo de seu reinado não exigiu as regalias reservadas aos faraós, que eram governantes e sacerdotes da religião local (considerados seres divinos). Aos poucos foi testando seu poder, para ver até onde iam os limites impostos pela sociedade egípcia às mulheres, pois almejava o posto de faraó. Com o passar do tempo seu poder foi aumentando, até se mostrar como faraó, fazendo o uso de barba postiça e calças. O uso de barba falsa era um costume exclusivo dos faraós - a barba para eles tinha o mesmo significado da coroa para os reis. Hatshepsut promoveu a inovação administrativa e a expansão comercial. Enviou várias expedições para a costa africana, no Mar Vermelho, em busca de ouro, marfim, pele de animais, entre outros.

Com a prosperidade de seu governo, Hatshepsut começou uma obra de embelezamento arquitetônico no Egito. Ergueu diversas edificações em homenagem ao deus Amon-Rá, na região de Beni Hasan (centro do reino) ela construiu um novo templo feito de pedras, denominado Speos Artemidos pelos gregos. Ao mesmo tempo em que fazia as mudanças físicas do Egito, a faraó cuidava da educação de Tutmés III. Ela enviou o menino para o templo de Amon, onde foi educado para se tornar o próximo governante.

Para garantir sua autoridade fazia de tudo para manter o jovem afastado do trono, chegou até a casá-lo com a filha que teve no relacionamento com Tutmés II. Porém, ficou bastante enfraquecida com a morte da princesa. No comando do exército Tutmés reclamou seus direitos, em especial o título de faraó. Mas só conseguiu tal feito após a morte da rainha, em 1482 a. C. A causa da morte não é conhecida, assim como a localização de seus restos mortais.


O templo da Rainha é entralhado na rocha, o que oferece uma visão estonteante. É muito bonito mesmo!


O templo se ergue numa sucessão de terraços, e foi modificado também por Ramsés II. Ele também foi utilizado pelos cristãos como mosteiro.

Pelo que se sabe, na época havia uma avenida de esfinges que levavam até a escadaria central.







Algumas imagens e cartuchos com o nome da Faraó foram destruídos, pois era uma forma de negar à alma uma vida após a morte.


eita! mesma cara de panguá em todas as fotos :(


Fontes: Descobrir EgiptoDesporto: Viajar e Brasil Escola.

beijos,

Esmalte da semana

Olá!
Estou começando a me soltar com essa história de unhas e dessa vez resolvi arriscar algo bem diferente, e para mim, ousado. Sei que muitas esmaltólatras por aí vão achar 'nada demais', mas pra mim já foi um grande passo, rs. 

Estava na dúvida de qual adesivo eu iria usar com o esmalte Laís, da coleção da Belíssima pra StarVie. Então, inspirada pelo Mix'n'Match que da Vitória, resolvi usar os dois adesivos! 


Não usei top coat, porque pra mim ficou fosco. Adorei esse efeito, achei que ficou lindo e diferente!
Não sei se está dando pra perceber isso, porque ele tá refletindo a luz... Não ficou aquele foscãaaao, mas achei que o tanto que ficou foi um diferencial incrível.


Infelizmente só tenho duas fotos :(
A bateria da câmera acabou, e até meu pai achar o carregador, a minha unha já estava toda descascada :(

E os adesivos são da Art nas Unhas.

A partir de agora vou tentar fazer uma avaliação final do esmalte, copiando na cara dura do blog da Pathy, o Cores do Vício. Vamos lá?

  • Tipo/acabamento: cremoso, fosco
  • Pigmentação/cobertura: boa, passei 2 camadas
  • Pincel: redondo
  • Esmaltação: fácil
  • Durabilidade: tá aí algo que vou ter que prestar atenção agora... esse eu diria que durou uns 6 dias ou mais um pouquinho
  • Preço: R$6,00


beijos,










*Produtos enviados pelas marcas para reviews.

Virginia Woolf - Kew Gardens

Olá!
Estava lendo um texto para minha aula de literatura em língua inglesa sobre short stories, e eis que no meio do texto um dos meus contos favoritos é citado... claro que já fui reler, e resolvi compartilhar aqui com vocês.
Fica longo pelo layout do blog, mas todos que amam uma boa literatura deveriam ler. Virgina Woolf é simplesmente minha diva.

KEW GARDENS

Do canteiro de flores em forma oval erguia-se talvez uma centena de talos que no meio da ascensão se alargavam em folhas em forma de coração ou de língua e se desfraldavam na ponta em pétalas vermelhas ou azuis ou amarelas com manchas de outra cor a marcá-las na superfície; e da obscuridade do colo, vermelha, azul ou amarela, emergia uma haste reta, coberta de pó dourado e ligeiramente rombuda na ponta. As pétalas era suficientemente volumosas para serem sopradas pela brisa do verão e, quando se moviam, as luzes vermelhas, azuis e amarelas passavam umas sobre as outras, lançando em dois dedos da terra escura por baixo uma pequena mancha de coloração intrincada. Ou bem a luz caía no dorso liso e acinzentado de uma pedrinha, ou bem nas costas de um caracol, sobre sua concha de veios pardos circulares, ou ainda, caindo numa gota de chuva, expandia com tal intensidade de vermelho, azul e amarelo as paredes finas da água, que se esperava que fossem rebentar e sumir. Em vez disso, voltou a gota a receber um segundo cinza-prateado, e a luz foi concentrar-se agora na carne de uma folha, revelando, por baixo da superfície, a esgalhada trama de fibras, e de novo se moveu e estendeu sua iluminação aos vastos espaços verdes sob a abóbada de folhas em forma de coração e de língua. A brisa então soprou ligeiramente mais forte e a cor, sendo esbatida para cima, desapareceu pelo ar, pelos olhos dos homens e mulheres que andavam em julho por Kew Gardens.

As figuras desses homens e mulheres passaram desgarradas pelo canteiro de flores numa movimentação curiosamente irregular, não destituída de semelhança com a das borboletas brancas e azuis que cruzavam o gramado em vôos em ziguezague de canteiro em canteiro. O homem ia a uns dois palmos na frente da mulher, vagando distraidamente, enquanto ela se demorava mais concentrada, só virando a cabeça de vez em quando para ver se as crianças não tinham ficado muito para trás. O homem mantinha aquela distância à frente da mulher de propósito, embora talvez inconscientemente, porque queria seguir com seus pensamentos.

"Faz quinze anos que estive aqui com Lily", pensava ele. "Sentamo-nos à beira de um ali por ali e eu, durante toda a tarde quente, pedi que ela se casasse comigo. Em torno de nós, circulando sem parar, um louva-a-deus: que agora eu vejo tão claramente como o sapato dela, com uma fivela quadrada prateada na ponta. O tempo todo em que eu falava, sem olhava para o sapato e, quando impacientemente ele se mexia, eu sabia sem olhar pra cima o que ela iria dizer: toda ela parecia estar no sapato. Já meu amor, meu desejo estavam no louva-a-deus; por alguma razão eu pensava que, se ele pousasse lá, naquela folha, a folha larga com uma flor vermelha no meio, se o louva-a-deus pousasse ali ela iria dizer 'Sim' sem pestanejar. Mas o louva-a-deus voava sem parar, nunca pousou em canto algum - felizmente aliás, porque senão eu não estaria passeando por aqui com Eleanor e as crianças. - Você às vezes pensa no passado, Eleanor?"

"Por que a pergunta, Simon?"

"Porque eu andei pensando no passado. Lembrei de Lily, a mulher com quem eu poderia ter-me casado... Mas por que você ficou tão calada? Importa-lhe que eu pense no passado?"

"Mas por que importaria, Simon? Não pensamos todos nós no passado, num jardim com homens e mulheres sob as árvores? Não são eles o nosso próprio passado, tudo o que resta dele, esses homens e mulheres, esses fantasmas que jazem sob as árvores... nossa felicidade, nossa realidade?"

"Para mim, uma fivela de sapato, quadrada e prateada, e um louva-a-deus..."

"Para mim, um beijo. Imagine seis mocinhas sentadas diante de seus cavaletes, há vinte anos, na beira de um lago, pintando nenúfares, os primeiros nenúfares vermelhos que eu via. E de repente um beijo, bem na minha nuca. Não pude mais pintar, porque fique a tarde toda com a mão tremendo. Peguei meu relógio e marquei a hora em que me permitiria pensar no beijo por somente cinco minutos - era tão precioso -, o beijo de uma velha grisalha com uma verruga no nariz, a mãe de todo os meus beijos na vida. Venha, Caroline, venha, Hubert."

Passaram pelo canteiro de flores, andando agora os quatro lado a lado, e logo diminuíram de tamanho entre as árvores, dando a impressão de serem semitransparentes à medida que a luz e sombras boiavam nas suas costas em manchas trêmulas, grandes e irregulares.

No canteiro oval de flores o caracol, cuja concha fora tingida de vermelho, azul e amarelo por mais ou menos dois minutos, parecia mover-se agora muito lentamente na concha, para logo se esforçar sobre fragmentos de terra fofa que se despedaçavam rolando quando ele passava por cima. Dava a impressão de ter pela frente um objetivo definido, diferindo nesse aspecto do singular inseto verde e anguloso que com altas passadas tentou atravessar na sua frente e esperou por um segundo com as antenas tremendo, como que em deliberação, e depois pulou fora na direção oposta, tão rápida e estranhamente como tinha chegado. Íngremes e escuros rochedos com fundos lagos verdes nas cavidades, árvores lisas como lâminas que tremiam das raízes ao topo, pedregulhos redondos acinzentados, vastas superfícies enrugadas de uma rala textura quebradiça - todos esses obstáculos contrapunham-se ao avanço do caracol entre um talo e outro em direção ao seu destino. Antes de ele haver decidido se contornava a tenda arqueada de uma folha seca ou a peitava, os pés de outros seres humanos passaram também pelo canteiro.

Ambos dessa vez eram homens. E a expressão do mais novo dos dois era de calma talvez inatural; ele erguia os olhos e o fixava com absoluta regularidade à frente enquanto seu companheiro falava e, tão logo o companheiro tinha acabado de falar, olhava para o chão novamente e às vezes abria os lábios, mas só depois de uma longa pausa, e às vezes nem sequer chegava a abri-los. O homem mais velho tinha um método curiosamente irregular e desengonçado de andar, esticando a mão para a frente e jogando a cabeça abruptamente para o alto, mais ou menos à maneira de um impaciente cavalo de carruagem cansado de esperar na frente de uma casa; mas no homem esses gestos eram irresolutos e despropositados. Ele quase não parava de falar; sorria para si mesmo e retomava a conversa, como se aquele seu sorriso tivesse sido uma resposta. Estava falando sobre espíritos - os espíritos dos mortos que, segundo ele, neste exato momento lhe contavam as mais variadas e estranhas coisas sobre suas experiências no Céu.

"O Céu era conhecido pelos antigos como Tessália, William, e agora, com esta guerra, os temas espirituais estão rolando entre as colinas como um trovão." Fez uma pausa, parecia escutar, sorriu, soergueu a cabeça e prosseguiu:

"Trata-se de uma pequena bateria elétrica, com uma capa de borracha para isolar o fio - isolar? - insular? - bem, vamos deixar de lado os detalhes, não adianta entrar em detalhes que não seriam entendidos -, e a maquininha, em suma, fica em qualquer lugar conveniente à cabeceira da cama, digamos, sobre uma mesinha de mogno, de bom gosto. Sendo todos os preparativos corretamente executados por trabalhadores dirigidos por mim, a viúva encosta o ouvido ali e convoca o espírito por sinal, como combinado. Mulheres! Viúvas! Mulheres de preto..."

A essa altura ele deu a impressão de ter avistado ao longe um vestido de mulher que parecia ser, na sombra, de um preto arroxeado. Tirou o chapéu, pôs a mão no coração e, com gestos e murmúrios febris, precipitou-se em seu encalço. Mas William pegou-o pela manga e, para distrair a atenção do velho, apontou com a ponta da bengala para uma flor. Depois de olhar por um momento, meio confuso, o velho se dobrou e encostou o ouvido nela, como se ouvisse uma voz vindo dali, pois começou a falar sobre as florestas do Uruguai que ele tinha visitado centenas de anos antes em companhia das jovens mais bonitas da Europa. Podia ser ouvido murmurando sobre as florestas do Uruguai cobertas de pétalas brilhantes de rosas tropicais, rouxinóis, praias, sereias e mulheres afogadas no mar, enquanto condescendia em ser levado adiante por William, em cuja face a expressão de estóica paciência tornava-se pouco a pouco mais drástica.

Seguindo-lhe os passos com atenção, a ponto de ficarem ligeiramente intrigadas com seus gestos, vinham duas velhotas da classe média baixa, uma gorda e pesada, a outra lépida e de rosto corado. Como a maioria das pessoas de sua condição, elas eram francamente fascinadas por quaisquer sinais de excentricidade que denunciassem um cérebro em desordem, especialmente entre os ricos; mas estavam muito longe para saber ao certo se eram gestos meramente excêntricos ou autenticamente loucos aqueles. Depois de examinarem em silêncio, por um momento, as costas do velho, e de lançarem uma à outra o mesmo olhar zombeteiro, continuaram elas com a montagem, ambas cheias de energia, de seu muito complicado diálogo:

"Nell, Bert, Lot, Phil, Pa, ele diz, ela diz, eu diz, eu diz, eu diz..."

"Meu Bert, Sis, Bill, Vovô, o velho, açúcar,
Açúcar, farinha, peixe seco, verduras,
Açúcar, açúcar, açúcar."

Pelo padrão de palavras em cascata a mulher pesadona olhou com uma curiosa expressão  para as flores que se mantinham na terra, serenas, firmes, erectas. Viu-as como alguém que ao acordar de um sono profundo vê um candelabro de bronze refletindo a luz de um modo estranho e fecha os olhos e volta a abri-los e, vendo o candelabro ali de novo, finalmente acorda de vez e o encara com toda a força que tem. A pesadona se deteve ao lado do canteiro oval de flores e cessou até de fingir que ouvia o que a outra mulher ia dizendo. Ficou ali, deixando que as palavras lhe caíssem por cima, balançando lentamente a parte superior de seu corpo para a frente e para trás, olhando as flores. Sugeriu então que elas sentassem nalgum canto para tomar seu chá.

O caracol a essa altura já havia considerado todas as possíveis maneiras de atingir seu objetivo sem contornar a folha seca nem subir por cima dela. Além do esforço necessário para escalar uma folha, restava-lhe a dúvida se a fina textura que vibrava com estalidos tão alarmantes, quando tocadas só pela ponta de seus chifres, aguentaria seu peso; por isso ele decidiu finalmente se arrastar por baixo dela, pois havia um ponto em que a folha se arqueava bem acima do solo para admiti-lo. Tinha acabado de enfiar a cabeça na abertura e já estava se acostumando, enquanto considerava a altura do telhado, à luz terrosa e fresca que através dele se filtrava, quando vieram duas outras pessoas passando no gramado lá fora. Dessa vez eram ambos jovens, um rapaz e uma moça. Ambos no vigor dos anos, ou mesmo nessa estação que precede o vigor dos anos, antes de as dobras cor-de-rosa e aveludadas da flor se librarem do seu viscoso invólucro, quando as asas da borboleta, embora já crescidas, mantêm-se imóveis no sol.

"Que sorte que não é sexta-feira", observou ele.

"Por quê? Você acredita em sorte?"

"Na sexta eles cobram meio xelim."

"Mas o que é meio xelim? Isso não vale?"

"Isso o quê? O que você quer dizer com 'isso'"?

"Oh, qualquer coisa - quero dizer -, você sabe o que é que eu quero dizer."

Houve longas pausas entre cada uma dessas observações pronunciadas em vozes inexpressivas e monótonas. De pé na beira do canteiro de flores, o casal se mantinha imóvel, e juntos eles fizeram pressão para enfiar a ponta da sombrinha dela bem fundo na terra mole. Tal ação e o fato de ele ter a mão sobre a dela expressavam de um modo estranho seus respectivos sentimentos, como aquelas palavras curtas e insignificantes expressavam também alguma coisa, palavras com asas curtas para seu corpo tão prenhe de significado, inadequadas para levá-las longe e assim pousando desajeitadamente nos próprios objetos comuns que as circundavam e que a seu tato inexperiente eram tão maciças: mas quem sabe (desse modo pensaram eles, ao espetarem a sombrinha na terra) que precipícios não estão ocultos nelas, ou que encostas de gelo não estão brilhando ao sol do outro lado? Quem sabe? Quem já viu isso antes? Mesmo quando ela se perguntava que tipo de chá poderia ser servido em Kew, sentia ele que alguma coisa assomava por trás de suas palavras e por trás delas se mantinha, vasta e sólida; e muito lentamente a neblina se levantou revelando - oh, meu Deus -, que formas eram aquelas? - mesinhas brancas e também garçonetes que olharam primeiro para ela e depois para ele; e houve uma conta que ele pagaria com uma moeda real de dois xelins, real mesmo, totalmente real, garantia-se ele, pondo os dedos na moeda em seu bolso, real para todo mundo, a não ser para eles dois; aliás para ele já começava a parecer real; e aí - mas, sendo por demais excitante continuar de pé e pensando, ele puxou a sombrinha para fora da terra, com um safanão, e mostrou-se impaciente para achar o lugar em que se tomava chá em companhia dos outros, como os outros.

"Vamos Trissie; está na hora do chá."

"Onde é que se toma chá por aqui?", perguntou ela, com o mais estranho frêmito de animação na voz, olhando vagamente ao redor, deixando-se arrastar e arrastando sua sombrinha pela trilha na grama, virando a cabeça para aquele lado ou aquele, esquecendo-se completamente do chá, querendo chegar lá embaixo e depois mais baixo ainda, lembrando-se de orquídeas e grous entre flores silvestres, um pagode chinês e uma ave de crista vermelha; e ele sempre a levá-la.

Assim um casal depois do outro passava pelo canteiro de flores, com muito da mesma movimentação irregular e sem objetivo, e era envolvido em camada após camada de vapor verde-azulado, no qual a princípio seus corpos tinham substância e um pouco de cor, embora cor e substância se dissolvessem mais tarde na atmosfera verde-azulada. Que calor fazia! Estava tão quente que até o tordo preferiu ir pular à sombra das flores, com longas pausas entre um movimento e o seguinte, como um passarinho mecânico; em vez de vagarem ao acaso, as borboletas brancas dançaram umas sobre as outras, formando com suas móveis camadas brancas o contorno de uma coluna de mármore despedaçada sobre as flores mais altas; os telhados de vidro da casa das palmeiras brilhava como se todo um mercado cheio de cintilantes sombrinhas verdes tivesse aberto no sol; e no zumbido do aeroplano a voz do céu de verão murmurava sua alma impetuosa. Amarelo e preto, rosa e branco-neve, formas de todas essas cores, homens, mulheres e crianças foram localizadas por um segundo no horizonte e aí, vendo a extensão de amarelo que se abria na grama, eles acenaram e foram à procura de sombra embaixo das árvores, dissolvendo-se levemente de vermelho e azul. Parecia que todos os corpos pesados e compactos tinham baixado imóveis no calor e jaziam amontoados no chão, mas suas vozes partiam deles tremulantes como se fossem chamas a espichar-se dos grossos corpos de cera das velas. Vozes, sim, vozes sem palavras, quebrando de  repente o silêncio com um contentamento tão profundo, com paixão tão desejosa ou, nas vozes das crianças, com tal frescor de surpresa; quebrando o silêncio? Mas não havia silêncio; o tempo todo os ônibus motorizados viravam suas rodas e mudavam de marcha; como um imenso jogo de caixinhas chinesas, todas em aço trabalhado, dispondo-se incessantemente umas dentro das outras, a cidade murmurava; no topo, vozes gritavam alto e as pétalas de miríades de flores espoucavam suas cores no ar.


Retirado do livro V. Woolf - Contos Completos, editora Cosac Naify.


beijos,


Review: Creme Fix da Contém 1g

Olá!
Hoje eu vou fazer o review de um produto que comprei já faz um tempo, e que realmente faz muita diferença na maquiagem: o Creme Fix da Contém 1g.


Quando teve o encontrinho na Contém 1g, esse foi o primeiro produto que indiquei para as meninas, porque é o meu nãopossoficarsem. Sem exageros.
Não uso todo o dia, porque não tem necessidade, mesmo porque no dia a dia uso só sombra nude e marrom. Mas quando vou sair ele é essencial, porque além de segurar a maquiagem por mais tempo, realça demais a cor.
Isso sem falar no glitter, que só fixa com ele.


A embalagem é no formato de bastão, e o creme gira como um batom para sair. Mesmo assim eu aplico com o dedo, para não exagerar na quantidade e acabar conseguindo o efeito contrário (ficar muito cremoso e craquelar na dobrinha do olho).

Para vocês verem a diferença que o creme faz nas cores, eu fiz dois testes: o primeiro com cores mais neutras da paleta Naked, que por si só já têm uma pigmentação boa; e o segundo com tons coloridos de uma paleta da Luisance, baratinha e com uma pigmentação ruim.



Da Naked eu usei (nesta ordem): Gunmetal, Creep, Toasted, Half Baked e a Sin. O primeiro traço é a cor original e o segundo traço com o Creme Fix.
A diferença, principalmente nas cores mais escuras, é gritante!!!



Na paleta da Luisance eu usei o verde, azul, lilás e rosa claro. A diferença também é boa, mas as cores continuam bem clarinhas.
Então milagre não faz, hahaha.

E pra finalizar o motivo da minha adoração por este item:


Essa foto eu tirei no Rock in Rio, no domingo, 13 horas depois de ter feito a maquiagem. Não tem retoque, mesmo porque não pode entrar com maquiagem (depois eu vi que tinha gente lá que entrou, mas não quis arriscar ter que jogar minha paleta no lixo). Isso depois de enfrentar a muvuca de dois shows lá na frente, o Destruction + Krisiun e depois Slayer e muito suor. Dá pra ver que a minha pele tá brilhante do suor e o pó já tinha ido pras cucuias. Mas a sombra, estava lá, quase intacta, só com a dobrinha do olho castigada, o que nem dá pra ver quando o olho tá aberto.

Meu ponto de vista
É um item essencial na maleta de maquiagem de qualquer pessoa. O preço é muito bom: R$18,00!
Se você acha bobagem gastar dinheiro com maquiagem cara, já viu que vale a pena usar pra melhorar na pigmentação e na fixação das sombras. Se você é a #loucadascompras de maquiagem, viu que também dá diferença.
E pra quem ama sair, é indispensável pra conseguir chegar no fim da noite com a sombra impecável.

Ah! A dica que quase esqueci de dar: tem que passar só na pálpebra móvel. Se subir muito, vai fixar a sombra que era pra ser esfumada e vai embananar tudo.

No mais, é isso mesmo.
beijos,

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