Egito - Fortaleza de Babilônia


A Fortaleza de Babilônia (Babylon Fortress) às vezes também é chamada 'o local de nascimento do Cairo'. É a parte mais antiga da cidade e data da Era de Bronze. O nome foi dado por causa da Babilônia, na Mesopotâmia. Acredita-se que a área já foi governada pelo rei mesopotâmico, Nabucodonosor. 

Apenas depois o imperador romano Trajano estabeleceu suas legiões para subjugar o povo egípcio. Naquele tempo, a fortaleza marcava as fronteiras entre o Médio e o Baixo Egito. Atualmente faz parte do Cairo Cóptico, onde a população cristã da cidade vive. Quando os árabes invadiram o Egito, a fortaleza protegeu a cidade por 7 meses antes de cair sob o exército do General Amr Ibn Al As.

Hoje a Fortaleza de Babilônia tem várias estruturas cópticas construídas dentro de suas paredes. As torres atingem 10 metros de altura e têm um diâmetro de 31 metros. Ela tem o típico padrão das fortalezas romanas, com 5 blocos de calcário e 3 blocos de tijolos. Dentro de suas muralhas há 6 igrejas cópticas, um convento e o Museu Cóptico. Este também é chamado de Qasr el Shamee ou o Palácio de Velas porque velas iluminam as torres todo primeiro dia do mês.

Lembra quando falei que o nosso guia do Cairo não era muito bom? Pois então, quando eu associei a fortaleza à Babilônia, ele disse que não tinha naaaada a ver, que o nome só era parecido e não era pra eu confundir. Só que Babilônia em inglês é Babylon, como eles chamam lá, e no fim, quando vim pesquisar de novo as informações pra colocar aqui no blog, eu estava certa...


Sinagoga de Ben Ezra


A Sinagoga de Ben Ezra é o mais antigo lugar de preces judeu no Cairo. A terra foi comprada pelo rabino Ben Ezra de Jerusalém e foi nomeado após sua morte.

Existem duas lendas sobre a da sinagoga. Alguns acreditam que esse foi o lugar que o Moisés quando bebê foi encontrado vivo em meio a juncos. A outra lenda diz que foi onde o profeta Jeremias reuniu o povo judeu após terem sido expulsos de Jerusalém. Em 1896, foi encontrada uma coleção de  100.000 documentos relatando a história do povo judeu no Egito. A maioria dos documentos foram relocados para vários museus da Europa.

A arquitetura tem o estilo de basílica. Há dois andares, o primeiro para os homens fazerem suas orações e o segundo andar para as mulheres. Barras de aço dividem o salão principal em três partes: o salão central tem a Bima, ou a mesa de leitura da Torá. Doze colunas sustentam o teto de 6 degraus de mármore levam ao altar de madeira. O interior é decorado no estilo floral turco e padrões geométricos.

Atualmente a sinagoga tem poucos fiéis mas se tornou uma atração importante no Cairo. Mesmo porque ela é linda!!! O interior é estonteante, muitos detalhes pra olhar, realmente linda!


Igreja dos Santos Sérgio e Bacco


Também chamada Abu Serga, é o lugar de oração cóptico mais antigo do Cairo. É dedicada a dois soldados santos da Síria, que foram martirizados durante o império do imperador romano Maximiano.

Foi nessa igreja que a Sagrada Família descansou enquanto fugiam do rei Heródoto para o Egito. É contado que eles viveram lá enquanto José trabalhava nas redondezas da fortaleza. No 1º de junho é comemorada sua chegada.

A igreja é segue o formato de basílica, com um vestíbulo, uma nave e dois corredores. O santuário central possui uma tela de madeira com painéis de ébano incrustado com marfim. Há uma cripta de 10 metros de profundidade que geralmente inunda quando o nível do Rio Nilo aumenta. Tem uma congregação ativa.

Não entrei nessa, estava fechada por causa das manifestações contra o governo.


Igreja grega de São Jorge


A igreja é uma grande igreja redonda e é o local do Patriarca Grego de Alexandria. Ela foi construída em 684 por um escriba chamado Athanasius. A atual estrutura foi construída em 1904 é conectada ao monastério próximo de São Jorge. Acredita-se que São Jorge foi aprisionado e martirizado próximo à igreja. Foi uma igreja cóptica até o século XV, quando se tornou uma igreja ortodoxa grega.

A fachada apresenta um São Jorge vestido como um soldado romano montado sobre um cavalo árabe e matando o dragão, encravado na parede de tijolos. Ainda mantém as janelas de vidro das antigas igrejas de câmara de casamento Qaa el-Arsan que data do século IV. Tem lindos interiores encravados e o domo tem um lindo teto verde. O monastério próximo é o ponto de encontro do maior festival religioso celebrado anualmente em 23 de abril.

Essa igreja eu também não entrei. Vendo a foto depois, lembro de tê-la visto, mas o guia não falou nada sobre ela.


Museu Cóptico


É no Museu Cóptico que se encontra a maior coleção da antiga arte cristã egípcia no mundo. Os displays mostram a história do Egito dos anos entre os faraós e o reinado islâmico. Ele foi construído por Markus Simaika Pasha em 1910. A construção e os jardins que a cercam cobrem uma área de 8000 metros. Contém objetos doados pela comunidade cóptica e artefatos que já estiveram no Museu Egípcio. Se tornou um museu do Estado em 1931.

As exibições do museu são distribuídas em dois andares. Há uma biblioteca no terceiro andar com 1200 manuscritos de Nag Hammadi, uma coleção de muito valor dos antigos textos gnósticos cristãos, encontrados perto da cidade de Nag Hammadi no Alto Egito. A biblioteca está aberta apenas para pesquisadores e historiadores.

O primeiro andar tem artefatos religiosos e objetos feitos de pedra esculpida, trabalhos em estuque, afrescos religiosos e objetos de madeira. O segundo andar tem tecidos, manuscritos, uma valiosa coleção de ícones cópticos e objetos de metal.

Mais um lugar que não fui, o guia falou que não valia a pena. Depois descobrimos que ele estava com pressa, ia pegar o metrô pra casa na estação que tinha ali mesmo. =/


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