Guest post: Nova York

Olá!
Vou fazer uma apresentação rápida e já passar a palavra para a Mafê!
Maria Fernanda Portugal é minha amiga já faz uns bons anos e, linda e chique como ela é, quando fiquei sabendo que ia pra NY pedi para que ela desse algumas dicas para postar aqui. Ela não só aceitou, como fez um post maravilhoso, que vou dividir e vocês vão poder conferir aqui toda sexta-feira, durante 1 mês.

Então, beijos pra vocês e aproveitem o post!








Visitei aquele milagre urbano que é Nova Iorque em novembro, e o tempo estava um frio delicioso. O suficiente pra tirar os casacões amados do armário, mas não que precisasse encapotar muito, sabe? Achei ótimo! Como era começo do mês, as árvores ainda estavam vermelhinhas e douradas, uma carinha de outono, e estava tudo lindo! 

Foi uma viagem de 10 dias, que nem de perto é suficiente pra aproveitar tudo de legal que a Big Apple tem a oferecer, mas deu pra conhecer e ficar com muita saudade!
Fui com a minha família por causa de um congresso, e então a gente ficou no Hilton, na 6ª avenida com 54ª. A localização era excelente, no meio de tudo, mas confesso que para um hotel com a fama do Hilton achei meio bobo. Era muito confortável e tal, mas muito comercialzão, sem aconchego. E uma diária muito salgada pra não ter nem wi-fi de graça no quarto (a diária do wi-fi era 14 dólares, só era de graça no lobby do hotel).
O serviço de quarto era uma delícia, cheguei faminta de madrugada uma noite e pedi um Mac ´n´cheese aos quatro queijos, sensacional e enooorme. 

Tem vários outros hotéis ali por perto. Conheci também o Warwick, super chique, mas não vale a pena. O quarto (apesar de ter closet) é muito pequeno e super velho. Prefira os mais novinhos e, provavelmente, mais baratos.

Uma das melhores coisas sobre Nova Iorque é que você não precisa conhecer a cidade pra andar por lá sozinho. O grid system (“sistema de grade”) funciona assim: as ruas não têm nomes (a maioria), mas sim números; as ruas são perpendiculares às avenidas. Se você souber o endereço de destino, é só contar e pronto. Achei ótimo, andei feito uma doida e não me perdi nenhuma vez! Fora isso, Manhattan não é enorme, se você tiver tempo e disposição, dá pra conhecer a ilha inteira andando.
Como eu tinha pouco tempo e queria conhecer o máximo possível, optei por uma saída turística que achei que valeu muito a pena: os ônibus de turismo. Nem adianta torcer o nariz, o passeio é super legal e você aprende demais sobre a cidade, os guias são muito bem instruídos e didáticos! O mais legal é que um tíquete te permite usar a empresa de ônibus durante 24 horas algumas companhias e 48 horas outras, e funciona assim: você sobe num ponto (o mais perto do seu hotel, por exemplo), vai aproveitando o passeio e as informações do guia e pode descer no ponto que você quiser (Central Park, Times Square, Broadway, etc.). Quando você cansar do ponto onde desceu, pode esperar seu ônibus num dos locais marcados (igual ponto de ônibus mesmo.. nossa, quanto “ponto”) e pegar o próximo. Eles têm um itinerário fixo e passam de 10 em 10 minutos. 

Peguei a linha dos ônibus vermelhinhos, que ironicamente se chamava Gray Line. Escolhemos esse porque era o único que tinha o segundo andar coberto (a metade da frente), então dava pra ter uma vista linda sem morrer de frio. Peguei um guia muito engraçado, mas eles ficam MUITO bravos quando você fica conversando, porque faz muito eco em baixo do tetinho de plástico!

Dos aspectos mais burocráticos, tenho poucas dicas. Como fui com a minha família, não tenho muita noção dos custos básicos (hospedagem, comida, transporte), mas sugiro fortemente, caso você esteja pensando em ir pra lá: NÃO COMPRE NADA ANTES! Vá com uma mala praticamente vazia, de preferência com outra menor, também vazia por dentro (leve só os básicos: pijama, lingerie e poucas mudas de roupas). Você vai querer comprar muito, e é enlouquecedor tentar fechar a mala depois. Comprar malas por lá também é uma boa pedida.

Apesar de ter ouvido esse conselho um milhão de vezes, eu levei agasalho pra todos os dias. Eu amo roupa de frio, mas a roupa de frio que se compra lá tem pouca ou nenhuma utilidade no Brasil, e fiquei com medo de ter que comprar agasalho pra sobreviver, gastar dinheiro e ficar com eles entalados no armário em casa depois. Mas arrependi de levar muita roupa, queria ter comprado tudo lá. Os preços são sensacionais.
Por falar em roupa de frio, cuidado pra não empolgar no casacão lindo que nunca sai do armário aqui nos trópicos e sair com uma roupa muito quente que você não possa tirar. Quase todos (se não todos) os lugares têm aquecimento interno, e se você não puder desencapotar vai passar muito calor! A melhor opção é se vestir em camadas, com um suéter fininho por baixo do sobretudo chique e quente. E não se esqueça de luvas, cachecol e gorro ou protetor de orelhas! Seu casaco pode ser um microondas ambulante, sem esses pequenos confortos não dá pra segurar o frio! 
                                                     
Outra coisa importante: ao calcular sua viagem, tem um gasto que ninguém lembra e que em Nova Iorque vai ser um estorvo: gorjetas. Elas são praticamente obrigatórias (eu não sei explicar, você fica constrangido e corre até alguns riscos quando não dá!) e são pra todo mundo: garçom, sommelier, serviço de quarto, carregador de mala, guia turístico... E, ainda por cima, em restaurantes, são 15%, e não 10% como aqui no Brasil. Lembre de calcular esse gasto junto com despesas de comida!

Uma das melhores coisas que eu fiz antes de viajar foi um Cash Passport (esse é o nome do da MasterCard, o da Visa chama Visa Travel Money e acho que ainda tem várias outras bandeiras). Achei ótimo porque você deposita seu dinheiro (em reais, não precisa comprar dólar) pra uma casa de câmbio aqui no Brasil, e ele funciona como um cartão de débito lá fora (mas tem que selecionar “crédito” na maquininha pra ele passar. Tomei o maior susto.) O bom é que a alíquota de câmbio é menor que a do cartão de crédito, qualquer um pode depositar dinheiro pra você do Brasil mesmo, e você tem controle dos seus gastos, porque é débito (e não tem IOF depois!).  É só passar e assinar o comprovante digital. Primeiro mundo. CUIDADO: você paga taxa pra realizar saque do caixa eletrônico com ele! Então leve dinheiro em espécie suficiente, e deixe o cartão para todas as outras compras (é aceito em todas as lojas que eu fui, restaurantes, entrada de museu, etc!)
*Veja mais explicações nesse post que a Carol fez!

Outra dica: chegue e volte com sapatos e casaco fáceis de tirar (tem que ficar descalça e tirar os casacos, echarpes, coletes, etc. pra entrar no avião. Esteja com meias limpinhas e cheirosas! rs), e leve luvas, cachecol e uma pashmina ou coisa quente facilmente amassável na mala de mão. Sair do calor do Rio de Janeiro para o frio de Nova Iorque é um senhor choque!
E aconselho MUITO usar meia de compressão pra voar! (falou a futura angiologista em mim). Seus pezinhos não vão inchar, nem doer, e você vai chegar pronta pra bater perna se quiser! 

Fora isso, planeje com carinho e tenha certeza que, qualquer que seja seu gosto, Nova Iorque vai acatar. Bons circuitos gastronômicos, culturais, de compras, enfim, Nova Iorque tem de tudo (estavam tendo uma exposição de Cabeças Encolhidas – igual àquelas de vodu! – quando eu fui!) e com certeza você vai se encontrar. Tem muitas opções baratas ou gratuitas, o Museu de História Natural, por exemplo, não cobra um preço fixo pela entrada: você paga o que achar que ele merece. E ele rende passeio pra pelo menos dois dias! Quase todos os estabelecimentos culturais têm meia-entrada pra estudantes, então providenciem a carteirinha internacional com seus diretórios acadêmicos!

Ainda tenho uma lista enorme de coisas pra fazer – patinar no gelo no Rockefeller Center, assistir a todas as peças da Broadway (quando eu fui estavam passando A Bela e a Fera, Shrek, Rock of Ages, O Rei Leão, Mamma Mia e mais um tanto!), visitar o mercado de pulgas de Hell’s Kitchen, visitar a Grand Central Station e mais um moonte de coisas. Só não animei ir ao memorial do World Trade Center, achei meio deprê..

Por hoje é  isso e espero que as dicas sejam úteis!
Beijinhos, 










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