Florbela Espanca - Eu

      Desculpem esse post 'meia boca' (mentira, amo esse poema!), mas hoje eu fiquei enroladíssima, resolvendo umas coisas pra amanhã na Mostra de Inverno, atualizando o cartão do blog, aprendendo a mexer na câmera do Danilo (ele não vai poder ir, então torçam pras fotos ficarem boas! rs). E confesso que estava criando uma playlist pra malhar (posso copiar a Lala Noleto e criar o #projetocarolneves?). 10 kg tá bom pra você? hahaha

      Enfim, escolhi o poema com muito carinho, desculpem por não ter preparado uma resenha!

EU
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
 
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
 
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê... 
 
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!
 -Florbela Espanca



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